A Derrota do Cruzeiro no Clássico: Tensão, erros persistentes e "clima de velório"?!

 Marcelo Moreno; Cruzeiro x América-MG

(Foto: GloboEsporte/Gustavo Aleixo)


O Cruzeiro sofre mais uma derrota no Campeonato Brasileiro Série B, o clássico ocorrido neste sábado dia 29/8 contra o América-MG foi mais um golpe duro e pesado em uma partida de "6 pontos", onde somente a vitória perante o rival importava, entretanto mais uma atuação de forma incrédula pesou ao clube no Mineirão que vivenciou uma derrota por 2x1.

Era um fato irrefutável o quanto o clássico seria um duelo de peso, o Cruzeiro enfrentaria um rival que em seu plantel encontra uma organização técnica digna de exaltação de diversos futebolístas, e além disso, o peso histórico também evidenciava muito o que seria o confronto no Mineirão.

Antes do ocorrido, o que foi evidenciado pelas redes sociais antes mesmo da bola rolar, mais precisamente na virada do dia de sexta para sábado, foi um "clima de velório" por parte dos torcedores nas redes sociais do clube, muitas mensagens de pessimismo, desânimo e falta de acreditar em um possível resultado foram vistas e repercutidas ao longo do "Dia de Cruzeiro".

A expectativa aumentou para algumas pessoas poucos minutos antes do jogo, no papel era vista mais alterações no plantel de Enderson Moreira com a volta de Cacá na defesa e Régis no ataque, além da titularidade de Airton que foi destaque em Alagoas contra o CRB.

Dava-se a entender que teríamos um Cruzeiro mais ofensivo e de maior agressividade para partir pra cima do Coelho e conquistar os 3 pontos tão desejados.

Entretanto, mais questões no plantel foram vistos com muito negativismo que criaram razão ao decorrer da partida, com a insistência de Giovanni pela Lateral Esquerda e a opção de colocar Henrique e Ariel Cabral juntos como volantes foi motivo de desagrado total e bastante comentado nos bastidores do jogo.

Em campo, viria a decepção e o desastre, no primeiro tempo o América teria amplo espaço de jogo e novamente o Cruzeiro não agredia o rival mesmo com tentativas por bola aérea e chegadas na lateral, foi visto sufoco atrás de sufoco até as falhas brutas de Léo e Giovanni contribuírem para Rodolfo e Bauermann abrirem o placar para o rival.

Ainda no primeiro tempo, mais uma falha, Ariel Cabral faz passe errado sob marcação no campo de defesa para Zé Ricardo no meio, a bola chega novamente para Rodolfo que passa para Matheusinho insistir e ampliar para o América. O Cruzeiro só teria um chute ao gol por toda a primeira etapa, sem organização alguma e carregava o peso de uma derrota parcial ampla ao vestiário.

No Segundo tempo, o Cruzeiro melhora e dominava mais em posse de bola além de neutralizar mais o América que mal chegava a uma boa oportunidade, porém a falta de organização ainda era um peso em campo e o time não se desfrutou para chegar com vontade ao gol.

As alterações foram feitas e com a saída da dupla de volantes Henrique e Ariel Cabral, além da saída de Giovanni, Marcelo Moreno para a entrada de Jadson, Matheus Pereira que seria novidade para a Lateral Esquerda, Filipe Machado e Thiago foram essenciais para impulsionar o Cruzeiro na segunda etapa.

Porém, a tentativa de uma reação só foi vista aos 30 minutos, após um golaço do novato Arthur Caíke de falta, com o jogo na mão e após o gol, o clube tentava criar mais oportunidade e finalizava mais que toda a partida, tudo isso somente após os 30 minutos, o que não foi suficiente e causou a derrota em um clássico para o América após um tabu de 4 anos sem perder para o mesmo.

As tensões aumentaram, nunca foi tão desejada a saída de um treinador igual nos últimos tempos pelas redes sociais, até o patrocinador Pedro Lourenço se revoltou publicamente em entrevista para a rádio SuperFM com Arthur Moraes.
Pedrinho exigia a saída imediata de Enderson e até especulou um corte de vínculo, o que dividiu alguns torcedores entre atitude de maneira "certa e errada" com as declarações de forma pública.

Na coletiva de imprensa, Enderson Moreira até tentava puxar pra si alguns erros, mas era evidente o quanto tentava fugir da culpa, acabou sendo mal analista quando até o técnico Lista do rival analisou em sua coletiva, as táticas feitas pelo Cruzeiro de uma forma perfeita.

Além disso, Enderson optaria por falar tudo aquilo que o torcedor cobrava e enxergava nas últimas atuações, praticamente exaltando todas as críticas feitas ao longo da semana, o que não era visto antes em seus discursos.

Nesta tarde de Domingo, a diretoria do Cruzeiro já se pronunciou pela permanência do treinador mesmo diante de alta pressão, as mesmas alegações sobre "campanha de G4", questão precoce e até mesmo questões jurídicas foram especuladas pela diretoria e pela presidência.

Cabe ao torcedor aguardar as próximas cenas, Enderson continua sendo o comandante para o jogo contra o Brasil de Pelotas, e como citado antes na análise antes do clássico, era esperado que uma demissão estaria fora de cogitação no momento, a espera é de reforços para ajudar na organização.

Será apoiando e cobrando postura imediata que o torcedor e os componentes do Cruzeiro chegarão a algum lugar, e mesmo em meio tanta tensão, a esperança permanece, vamos mais uma vez aguardar o desenrolar da construção em andamento e esperar as mudanças essenciais que estão sendo colocadas na mesa.

Reage Cruzeiro!

9 comentários:

  1. Enderson é o menos culpado. Precisamos de jogadores para o plantel, senão continuaremos na serie B.

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    1. Os piores jogadores do elenco são os escolhidos por ele, seja pra escalação ou até mesmo pra contratação. Quem indicou Giovanni e Régis? Quem foi tirando os garotos da base e voltando com os "medalhões", como Henrique e Cabral?
      Alguém trocaria o elenco do Cruzeiro pelo do Confiança, da Chapecoense, do CRB? O Cruzeiro nunca subiria vencendo todos os jogos e não é isso que está revoltando a torcida. O que não está sendo aceito é futebol desorganizado, sem padrão, improdutivo e, principalmente, inferior ao dos adversários, após 2 meses de preparação! Tempo que a maioria dos outros não teve, assim como TODOS não têm tempo entre os jogos!

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  2. Bom dia se continuar escalando Henrique Cabral e Léo estamos perdido estes foram bons jogadores agora não dá mais além de não jogar o Cruzeiro paga altos salários o que poderia contratar 2 jogadores
    que resolva o meio campo e defesa

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  3. Realmente o elenco é muito fraco. Mas o Léo é fraco demais, falhou contra o CRB e contra o América falhou novamente

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  4. Enquanto as coisas vão mal em campo a reconstrução não avança onde mais precisa: entre os conselheiros e mandatários. Os donos do Cruzeiro continuam fazendo de tudo para que as coisas continuem como estão; a última notícia é que houve bate-boca acalorado em reunião do conselho quando alguém propôs a exclusão, salvo engano, de Wagner e outros.
    Essa turma omissa e controladora (que não fiscalizou nem denunciou; que estava aprovando empréstimo de 300 milhões para Wagner e Itair administrarem) parece só pensar em abafar as coisas para continuar as contratações remuneradas vedadas por estatuto e os rolos contratuais que sangram a grana do clube.
    Está claro que apenas pequena parte da torcida ajuda a pagar contas (a baixa adesão ao programa de sócio é um retrato indiscutível); pode conferir quando houver a volta da torcida ao estádio: os exploradores e aproveitadores de sempre estarão lá vendendo ingressos grátis, como sempre aconteceu.
    Cruzeiro aprendo pouco como Instituição. A década perdida, de 1978-1987, foi marcada pelos mesmos erros que estão acontecendo agora:
    a) Muitas contratações de gente ruim de bola ou de medalhões, na base da baciada de fim de feira, sem que houvesse efetiva contribuição para tirar o time da draga;
    b) Sucessivas trocas de comissão técnica em face da exibição de péssimos padrões de jogo rodada após rodada;
    c) Pressão excessiva sobre os jovens da base, de quem se esperava mais do que podiam fazer, queimando de vez a carreira de muitos;
    d) Saídas precoces de importantes jovens que não conseguiram engrenar num time cuja última referência para a torcida eram os craques que saíram do Cruzeiro em 1976, 1977, 1978 e 1979 (Piazza, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Palhinha, Eduardo, Raul);
    e) Seguidas humilhações do time, que geralmente ia bem nas fases classificatórias dos torneios e era batido, com facilidade, nas fases decisivas.
    Foi difícil suportar Goiás 3 x 1 Cruzeiro em 1979 (14 expulsos de campo por briga); Operário (MS) 5 x 1 Cruzeiro em 1981; Coritiba 5 x 1 Cruzeiro em 1981; Cruzeiro 0 x 3 Santa Cruz em 1981; Cruzeiro 1 x 3 Operário (MS) em 1981; Cruzeiro 1 x 1 Sampaio Correia em 1981 (Joãozinho quebrou a perna na partida; América (MG) 5 x 0 Cruzeiro em 1981; Mixto (MT) 4 x 2 Cruzeiro em 1982; Bangu 3 x 0 Cruzeiro em 1982; Cruzeiro 0 x 1 Anapolina (GO) em 1982; Fluminense 4 x 0 Cruzeiro em 1982; Santos 5 x 0 Cruzeiro em 1983 ; Cruzeiro 1 x 3 Rio Branco (ES) em 1984...
    LEMBRAR ISSO PARA QUÊ, dizem alguns. Para ressaltar que não havia time bom nem títulos, contudo, a torcida não arredou pé. Por amor ao Cruzeiro suportamos humilhações, goleadas e péssimo futebol, mas foi um tempo em que a torcida cresceu e confiou que o clube seria resgatado, como aconteceu. Eram dias difíceis e costumávamos viajar com dinheiro contado no bolso para ingresso, um picolé e uma água; um bando de durangos que estudava à noite, trabalhava em bicos durante o dia e lutava para achar um emprego fichado e que ia ao Mineirão sempre que podia (viagem de ônibus, passagem, ingresso); quando não dava era jornada esportiva na Rádio Inconfidência (Alair Rodrigues, Ramon Salgado, Tony José, Marcos Russo, Jairo Anatólio Lima, Tancredo Naves, Luiz Carlos Alves), caderno de Esportes do Diário da Tarde, Programa Papo de Bola e o famoso VT Completo da TV Itacolomi.
    Acho difícil o Cruzeiro se reerguer se a torcida não ajudar agora.

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    1. #palestrou #NemLi&nemLerei

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    2. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻 Parabéns, ótimo exemplo e ótimo comentário

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