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Esse é o Cruzeiro que a torcida quer ver em campo

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Dias atrás, a torcida do Cruzeiro estava apreensiva em relação ao futuro da equipe estrelada na Copa Libertadores. Em alguns jogos, os jogadores pareciam desinteressados, com uma postura bem diferente dos dois últimos confrontos pelo torneio continental.

Depois de duas goleadas e 11 gols marcados, as perspectivas do time celeste mudaram. 

As fortes críticas em relação ao trabalho do técnico Mano Menezes serviram para que ele alterasse a formação do time titular. Jogadores como Robinho e Ariel Cabral perderam espaço no time, enquanto Lucas Silva ressurgiu após um longo período sem jogar. Com o camisa 16 em campo, o Cruzeiro ganhou mais força e qualidade de passe no meio de campo e, com isso, não dá tantos espaços aos seus oponentes.  

Além disso, a entrada de Sassá no comando de ataque, sem o “falso 9”, melhorou o rendimento de Thiago Neves, Arrascaeta e Rafinha. Assim, o time voltou a balançar as redes adversárias e mostrou um repertório ofensivo bem interessante. Até o criticado lateral Egidio mostrou bom futebol e virou o rei das assistências. No último jogo, contra o Vasco, três gols saíram dos pés do camisa 6 celeste.

Outro grande destaque da recuperação cruzeirense foi a volta do mito, Dedé. O zagueiro retornou aos gramados em alto nível e parece ter deixado os dias de departamento médico para trás. É impressionante o vigor físico, a velocidade e o tempo de bola do camisa 26 celeste. Faz a diferença em nosso favor.

No jogo contra o Vasco, o Cruzeiro foi cirúrgico. Foram 4 finalizações e 4 gols. Na parte defensiva, conseguiu segurar o ímpeto vascaíno e, quando necessário, o goleiro Fábio fez boas intervenções. Quando o arqueiro celeste saiu mal do gol, Dedé e Lucas Romero salvaram a pátria. Foi daqueles jogos em que tudo deu certo para nós. Os jogadores estavam iluminados e os gols foram saindo naturalmente.

Nosso treinador já disse em alto e bom som que sua característica principal é ser cauteloso e priorizar a parte defensiva, para depois buscar o ataque. É um estilo de jogo reativo. Mesmo assim, dá para ser muito competitivo jogando dessa maneira.

Esse é o Cruzeiro que a torcida que ver em campo. Sem invenção, fazendo o simples e colocando os melhores à disposição em campo. Temos um elenco numeroso e de qualidade, basta o técnico colocar o time para jogar futebol e teremos boas chances. Sim, podemos fazer muito mais e continuaremos cobrando um bom desempenho; sabemos do potencial da equipe cruzeirense. Não precisa dar espetáculo, mas mostrar vontade de vencer.

O desafio daqui para frente é fazer o time entrar ligado em todos os jogos, não apenas naqueles mais importantes ou quando a situação está complicada. Esperamos que a motivação pelas vitórias seja o fato de vestir o manto celeste, seja pelo apoio do torcedor, independente se o jogo é válido pelo Campeonato Brasileiro, pela Copa do Brasil, pela Libertadores, ou qualquer outra competição.

Para quem duvidava, chegamos às oitavas de final da Libertadores. Ali, começará uma nova competição; é hora de apoiar ainda mais e de buscar voos mais altos. Para cima deles, Cruzeiro.

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