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Jogadores vêm e vão, mas o Cruzeiro permanece

Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press


No mundo do futebol, as coisas funcionam de certo modo: jogadores chegam, alguns fazem história e ficam marcados, outros vão embora e não deixam a menor saudade, e, de vez em quando, há aqueles cuja saída deixa a torcida apreensiva. Afinal, será que o Cruzeiro terá condições de contratar boas peças de reposição e montar uma equipe forte e competitiva para os próximos anos? Provavelmente, esse é um dos questionamentos de grande parte dos torcedores.

Ao longo de nossa história, vários jogadores vieram, foram embora, e a instituição permaneceu grandiosa. Quando, após a conquista do bicampeonato brasileiro, os principais jogadores do time foram vendidos, poucos imaginavam que conquistaríamos algum título importante e, após alguns fracassos, é verdade, neste ano, veio a glória: o Pentacampeonato da Copa do Brasil.

No entanto, o que pode nos deixar preocupado é o fato de a gestão do atual presidente, Gilvan de Pinho Tavares, ter cometido tantos erros na avaliação de jogadores, na formalização dos contratos, na gestão do clube em geral. Não bastasse o Cruzeiro estar cheio de jogadores indicados por empresários, a maioria com salários altíssimos, os direitos econômicos de jogadores da categoria de base estão fatiados entre investidores e, no final das contas, o clube não recebe quase nada em eventuais vendas. Isso é errado.

Além disso, alguns contratos foram efetuados de maneira muito estranha. O Cruzeiro ainda paga salários ao Paulo Bento até hoje, teve que vender o Ramón Ábila para conseguir quitar dívidas feitas quando o contratou e o mesmo acontece neste caso mais recente, o da venda de Diogo Barbosa, com notícias de salários atrasados, dívidas na FIFA e problemas financeiros, só para exemplificar.

O que mais incomoda o torcedor é, em primeiro lugar, perder um jogador titular e um dos melhores em atividade na posição, no Brasil, para um rival direto na Copa Libertadores, e receber um valor tão baixo. Fora que o lateral foi elogiado diversas vezes pelo treinador da Seleção Brasileira, Tite, e, obviamente, já foi valorizado desde então. Como que nenhuma cabeça pensante na diretoria do Cruzeiro não teve a ideia de resolver a situação antes e já garantir a permanência do jogador?

Infelizmente, é vida que segue. Apesar de ser complicado competir financeiramente com alguns clubes do eixo Rio-São Paulo, seja pelo abismo nos valores recebidos de cotas de televisão, seja pelo dinheiro investido por patrocinadores, os últimos acontecimentos expõem ainda mais as dificuldades financeiras do clube celeste. E, neste momento de especulações e de transição política, tudo isso nos deixa ainda mais ansiosos. Já não temos mais certeza se o elenco será mantido ou se mais jogadores poderão ser negociados.

Esperamos que a nova diretoria seja capaz de colocar ordem na casa e reestruture o Cruzeiro, na parte de Departamento Médico, na parte administrativa e financeira, no Marketing, na Diretoria de Futebol, no programa de sócio torcedor, que faça a prometida auditoria independente e que consigam equilibrar as contas do clube. O que foi feito com o dinheiro das vendas dos jogadores campeões brasileiros e das premiações pelos títulos conquistados? Como que, mesmo após dois títulos brasileiros, o Cruzeiro conseguiu ficar um bom tempo sem patrocínio máster? Como é investido o valor recebido dos Sócios do Futebol? Como que é a atuação do Conselho Fiscal dentro do clube? Questões que ficam no ar. 

Aparentemente, a dívida do Cruzeiro só cresceu durante o mandato atual e isso não pode continuar assim. O clube tem boas fontes de receita e, claramente, poderia gerir esse dinheiro de maneira bem mais eficiente, principalmente se soubesse contratar melhor, não pagasse altos salários para jogadores medianos, usufruísse adequadamente da força e da paixão do torcedor, com programas de marketing, vendas de camisa, mais benefícios para sócios torcedores, e se cercasse de profissionais qualificados no gerenciamento do futebol. Convenhamos que o presidente Gilvan não conseguiu fazer isso. Que a próxima diretoria consiga; acredito que uma boa gestão possa levar o clube a ainda mais conquistas expressivas.

A próxima temporada já está batendo a nossa porta e precisamos de uma equipe já montada logo no começo dela. Jogadores podem ser vendidos (e, em alguns casos, até devem). Outros deverão ser contratados para ser reposição. Sempre foi assim, e sempre será. Mas que tudo seja feito visando aos interesses da instituição Cruzeiro e não por desejos de empresários, dirigentes ou outros clubes. Afinal, os jogadores, empresários e dirigentes vêm e vão, mas a grandeza do Cruzeiro há de permanecer. 

14 comentários:

  1. O duro é ter que aguentar jogadores como o henrique, que na minha opinião, é o maior enganador do futebol brasileiro, como titular absoluto. Esse cara não sai do time de jeito nenhum, é um jogador fraquíssimo, não participa ou acrescenta nada ao time e por incrível que pareça, é o capitão do time.
    Temos o Lucas Silva e um promessa que jogam mais do que ele com um pé nas costas mas o teinador não dá chance, com toda certeza, com medo de que o protegido não consiga voltar por pressões da torcida ...

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    1. ROGERIO
      Nao vou defender o Henrique, ha no mercado jogadores melhores sem dúvida.
      Mas pedir que o substituto seja o insosso do LUCAS SILVA, é pensar pequeno demais , a nao ser que vc. seja irmão, empresario, ou muito amigo do jogador.
      Como vc. imagina ter como volante, um cara que não toma bola de ninguem?
      Você ja observou que o Lucas Silva, vive até hoje daqueles dois golaços que marcou na campanha do BI? de la pra cá, o que aconteceu com ele? e não me venha dizer que não teve chance, ele caro amigo, ja foi parar no R.Madrid e o que aconteceu?
      Ele tem é muita mídia é o binitinho criado por vó.
      Ja que queremos mudança, vamos fazer pedido por um jogador melhor, que realmente possa nos ajudar no ano que vem. este seu queridinho nem raça ele tem. como vamos disputar Liberta com um cara desses?

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    2. Tá exagerando na critica Rogério. O Gatoto tem classe, sabe jogar bola e vai amadurecer e nos dar muitas alegrias. Do jeito que ele joga pra mim, já é bem melhor do que foi o Kaká, esse sim, um bosta que ficou famoso so porque jogou no S.Paulo.

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    3. Nao estou sendo ironico(talvez pela primeira vez),mas não entendo tanta critica ao Henrique,ele foi e é titular de todos os técnicos que por aqui passaram.Será que alguns torcedores entendem de futebol mais que eles?Eu como qualquer torcedor,quero onze pelés no meu time,mas tb confesso que é hora de parar de sonhar.

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    4. Henrique já tem mais de 400 jogos com a camisa do Cruzeiro. Há de se respeitar isso também. De qualquer maneira, Hudson, antes da lesão, e Lucas Romero vinham jogando bem e mereciam a titularidade. Mesmo assim, ainda gosto do futebol do Henrique e o considero importante para o elenco.

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    5. Isso mesmo Thiago,o Henrique é muito produtivo e esforçado,gosto dele,mas gosto muito mais do Cruzeiro.Se algum volante o superar,que ganhe a posição,Cruzeiro sempre em primeiro lugar.Confiante na máquina azul lá na Bahia hoje.

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    6. Vejo muitos torcedores criticando o Henrique, que confesso não achar o volante dos meus sonhos. Agora vir aqui e dizer que o Lucas Silva deve ser titular. Deve ser brincadeira, não marca ninguém, não briga pela bola, nem compete de igual pra igual como se deve fazer no futebol atual. No jogo contra o fluminense algo me chamou muito atenção, no levantamento de uma estatística de desarmes durante o primeiro tempo, mostrou uma disparidade enorme no combate de um time e do outro. Enquanto o fraco time do rival já tinha feito 17 desarmes nossa equipe apenas 3, e na partida em questão os volantes eram Lucas Silva (telespectador privilegiado) e Lucas Romero (deveria trabalhar no carrinho maca, adora carrinho). O Henrique sabe se posicionar e fazer a leitura do jogo, dificilmente é pego fora do posicionamento, coisa que o Romero nunca ouviu falar.

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    7. Digo mais, o melhor momento do cruzeiro no ano, onde mostramos o melhor nível de concentração e de marcação foi com Henrique e o aguerrido Hudson.

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  2. Enquanto n se mudar as leis q regem os esportes no Brasil, existirao estes abusos, roubos e desmandos com os clubes. Eh uma penumbra total. Isso n é privilégio do CEC. Todos os times no país estao endividados. Ninguem sabe para onde vai tanto dinheiro, oficialmente. Nós bem q sabemos;empresários dirigentes e jogadores em meno escala (uma minoria). A instituiçao q se dane. Por isso aparece tanto candidato a presidente na época de eleiçao, mesmo sabendo q o clube está endividado. E como diz aquele hino gospel; chegou a minha vez, chegou a minha hora,....
    e ainda se dizem apaixonados pelo clube. Meros oportunistas. Bandos de ratazanas em tornos de belos queijos chamados real, dólar e euro. País vergonhoso em todas as áreas.

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    1. É verdade. Isso deveria mudar, não apenas no Cruzeiro, mas em vários clubes brasileiros, vide a bagunça na eleição do Vasco. Enquanto não se responsabilizar o dirigente, eles farão loucuras e sairão como se nada tivesse acontecido.

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  3. E NINGUÉM É PENALIZADO PELOS DESLIZES, NA MAIORIA DAS VEZES EM PROVEITO DE ALGUÉM, QUE COMETE. DIRIGENTE DE CLUBE É IGUAL POLÍTICO COM MANDATO:INIPUTÁVEL.

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    1. Exatamente, Robson. Deveria haver alguma forma de fiscalização dos dirigentes. O conselho do clube deveria servir pra isso, mas, pelo que parece, não o faz.

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  4. ♪Couse every little thing is going to be alright,don`t you worry about a thing...♪

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